PARA ANIMAR O JOGO

Calendário do Advento de perguntas: 24 ideias entre amigos

Uma pergunta por dia de 1º a 24 de dezembro, das mais leves às mais pessoais: 24 ideias, jeitos de jogar e uma final em forma de quiz na noite do dia 24.

Uma pilha de caixinhas abertas com números, como num calendário do Advento
Foto ilustrativa: Donna Brown no Unsplash.

Um calendário do Advento de perguntas troca o chocolate por uma pergunta por dia, de 1º a 24 de dezembro. Dá para jogar num grupo de mensagens, com quem divide apartamento, em família ou entre amigos que quase não se veem na correria de fim de ano. Aqui estão 24 perguntas organizadas das mais leves às mais pessoais, jeitos diferentes de organizar e algumas regras para que ninguém se sinta obrigado a falar demais.

De onde vem o calendário do Advento?

Segundo o artigo da Wikipédia em português, a tradição tem raízes nas regiões de língua alemã da Europa. Em dezembro de 1839, a primeira coroa do Advento pública foi pendurada na capela de um orfanato de Hamburgo, a Rauhes Haus, e o primeiro calendário do Advento conhecido foi feito em 1851. Sobre o primeiro calendário impresso, as fontes divergem: Hamburgo, em 1902 ou 1903, segundo um museu austríaco, ou Gerhard Lang, em 1908. Lang trabalhava como tipógrafo em Munique e, naquele ano, fez 24 figuras coloridas para colar num cartão; alguns anos depois, lançou um calendário com 24 janelinhas.

A prática desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial, aparentemente para economizar papel. Depois da guerra, Richard Sellmer, de Stuttgart, relançou o calendário comercial e é apontado como o responsável pela sua grande popularidade. O calendário tradicional tem 24 janelas, às vezes 25 para incluir o dia de Natal, ou até 31 ou 32 para chegar à véspera e ao dia de Ano-Novo. Na Alemanha, a cidade de Dresden monta até um calendário gigante no seu mercado de Natal, o Striezelmarkt. A versão “perguntas” mantém o princípio: uma janelinha por dia e uma pequena surpresa para descobrir.

O princípio: perguntas cada vez mais pessoais

Este calendário se inspira num exercício conhecido, as 36 perguntas criadas pelo psicólogo Arthur Aron, da Universidade Stony Brook, e apresentadas pelo Greater Good Science Center, da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ali, as perguntas são divididas em três blocos, cada um pensado para ir um pouco mais fundo que o anterior. As duas pessoas respondem a todas as perguntas, alternando quem começa.

A página explica por que isso aproxima: cada um se abre ao mesmo tempo que o outro e num ritmo parecido, o que diminui a chance de a conversa parecer desequilibrada. O calendário repete essa progressão, espalhada por quatro blocos de seis dias, com perguntas escritas especialmente para a ocasião. Ele não pretende medir amizade nenhuma: é um encontro diário para contar coisas uns aos outros.

Como organizar o calendário

Dias 1 a 6: perguntas para começar

Dias 7 a 12: lembranças para compartilhar

Dias 13 a 18: perguntas “e se…” para sonhar um pouco

Dias 19 a 24: o que importa para você

As regras para todo mundo se sentir bem

Dia 24 de dezembro: a grande final em forma de quiz

No último dia, transforme o mês num jogo. O dono do calendário escolhe umas dez respostas dadas em dezembro, sem dizer quem escreveu. Cada um tenta adivinhar o autor de cada resposta: um ponto por acerto e um ponto bônus para a resposta de que todo mundo já tinha esquecido. Se o grupo também faz amigo secreto, a final pode acontecer logo antes da troca de presentes. Outra opção: cada jogador pode criar o próprio quiz de amizade em dez perguntas e mandar o link no grupo para a noite do dia 24.

Para ir além

Depois das festas, as 40 perguntas para melhor amiga ou melhor amigo continuam o exercício a dois. E, se o grupo estiver espalhado por várias cidades, as ideias para jogar com amigos à distância ajudam a manter o ritmo por mensagem ou por videochamada.

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